POLÍTICA / MILHARES MARCHAM EM PROTESTO EM DIREÇÃO À CASA DE TEMER EM SP

Cerca de 5 mil pessoas participam do protesto que acaba de sair do Largo da Batata, em direção ao Alto de Pinheiros. Antes, foi lida carta aberta a Alckmin destacando ação desproporcional da Polícia Militar
Guilherme Boulos, do MTST, negocia com a Polícia Militar para evitar confrontos no protesto contra Temer

No nono dia consecutivo de manifestações pela saída de Michel Temer da presidência da República, por eleições diretas e contra a retirada de direitos civis e trabalhistas, nesta quinta (8), as frentes Brasil Popular e Povo sem Medo reafirmam que não vão aceitar o programa do novo governo; o ato deixou o Largo da Batata, em Pinheiros, em direção à casa de Temer, no Alto de Pinheiros, com cerca de 5 mil manifestantes; o movimento apresentou ainda uma carta aberta endereçada ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) assinada por professores, intelectuais, juristas e artistas contra a repressão da PM

No nono dia consecutivo de manifestações pela saída de Michel Temer da presidência da República, por eleições diretas e contra a retirada de direitos civis e trabalhistas, hoje (8), as frentes Brasil Popular e Povo sem Medo reafirmam que não vão aceitar o programa do novo governo. O ato deixou há pouco o Largo da Batata, em Pinheiros, em direção à casa de Temer, no Alto de Pinheiros, com cerca de 5 mil manifestantes.

Antes da saída da passeata, o militante do Movimentos dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) Josué Rocha leu carta aberta endereçada ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) assinada por professores, intelectuais, juristas e artistas. Eles defendem a liberdade de expressão e de manifestação. "A ação desproporcional e truculenta da PM é inadmissível em um Estado de direito. É um padrão que se repete no dia a dia contra o povo pobre das periferias. O uso da violência atinge o coração do regime democrático. A preservação da ordem não pode justificar o uso da violência desproporcional, o excesso e o arbítrio. Se se quer preservar o direito democrático, essas coisas não podem prevalecer."

"Quem achou que a decisão do Senado pelo impeachment da presidenta Dilma ia pacificar o pais, acredita em contos de fada", afirmou Guilherme Boulos, coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Para ele, a população não vai aceitar o "programa desastroso que os golpistas pretendem implementar". "A resistência está só começando", completou.

O ato de hoje não previa reunir o mesmo contingente de pessoas do último domingo, porque o objetivo é manter a mobilização constante. Mesmo assim, a Polícia Militar (PM) mobilizou um grande efetivo para o ato. Dezenas de viaturas e motocicletas, além de três blindados Guardião, que lançam água e bombas de efeito moral, estavam a postos no Largo da Batata. Policiais se concentraram nas saídas da estação Faria Lima do Metrô e nas esquinas próximas.

Concentração de PMs no Largo da Batata.
Foto: THIAGO MACAMBIRA/NINJA
Boulos garante que a repressão não vai fazer o povo recuar. E reafirmou o caráter pacífico da manifestação. "Se há alguém com intenção de violência é a PM. Foi assim em todos os atos. Visivelmente essa é uma ordem vinda direto do Ministério da Justiça, pois o ministro (Alexandre de Moraes) segue controlando a PM", afirmou o líder sem teto.

O presidente da CUT, Vagner Freitas, pediu o apoio dos trabalhadores às manifestações em defesa da democracia. "O que reúne os democratas hoje é o enfrentamento contra o golpismo, o pedido por Diretas Já e a preservação de direitos. Estamos aqui para protestar e garantir a preservação da democracia. A repressão é a forma de o governo ilegítimo se afirmar."

Freitas também convocou para paralisação, no próximo dia 22, contra o "governo golpista" que, segundo ele, quer acabar com o emprego e impedir o trabalhador de se aposentar, por conta das propostas defendidas por Temer, que apoia a terceirização irrestrita e o aumento da idade mínima para as aposentadorias. Ele lembrou, ainda, que os 65 anos, que deve constar da reforma da Previdência a ser apresentada pelo governo, supera a expectativa de vida da população em diversas partes do país, como na periferia de São Paulo.

Para Mariana Dias, diretora da União Nacional dos Estudantes (UNE), a democracia foi rompida, e "sem democracia, não tem direitos". Segundo ela, vive-se hoje um Estado de exceção. "A gente não pode esperar saúde, educação ou direitos trabalhistas, se não tem democracia, se não tem liberdade para o povo decidir os rumos do país", afirmou.

Manifestantes são revistados na saída do metrô. Foto: RBA
Mariana aposta nas mobilizações: "A gente tem muita coragem e audácia para dizer que o povo vencerá. O nosso lugar é a rua, é aqui que a gente vai reconquistar a democracia". Ela destacou que, após privatizar as estatais, as universidades também podem ser alvo de desmantelamento. "A gente sente cheiro de governo privatista. O governo golpista não tem interesse em manter a universidade pública, de manter programas como o Prouni, o Pronatec, o Fies, que garantiram a democratização do ensino técnico e superior. Estamos em alerta."

A PM está revistando os manifestantes. "Pediram para olhar a minha bolsa, indagaram o que tinha dentro do chocalho. Eu falei: não devo nada. Mas acho constrangedor que o cidadão, no exercício dos seus direitos políticos, sem qualquer suspeita, seja abordado preventivamente pela polícia, partindo do pressuposto de que somos criminosos ainda antes de começar o ato", reclamou um dos participantes abordados. "Fica claro que estão prontos para o confronto, mas não vamos desistir, e vamos continuar resistindo. Não vamos aceitar esse golpe passivamente." Por: Rodrigo Gomes, da RBA
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