Como presidente da República em exercício, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) demitiu o jornalista Ricardo Melo da presidência da EBC, nomeou para seu lugar Laerte Rimoli, aliado de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e extinguiu o conselho curador da empresa; para o senador Lindbergh Farias, Maia agiu como "golpista em exercício"; detalhe: a demissão de Melo havia sido tentada por Temer e foi negada pelo Supremo Tribunal Federal, uma vez que o jornalista tem mandato de quatro anos à frente da EBC; "Vamos ao STF ainda hoje", diz Marco Aurélio Carvalho, advogado de Ricardo Melo; "Essa decisão mostra a forma autoritária como esse governo biônico pretende agir, afrontando inclusive o próprio STF"
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O golpista em exercício Rodrigo Maia acaba de extinguir, por medida provisória, o Conselho Curador da EBC. Além disso, exonerou o diretor-presidente da empresa e nomeou, no seu lugar, um indicado de Eduardo Cunha!", anuncia o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), em sua página no Facebook.
De fato, Rodrigo Maia marcou sua passagem pela presidência da República por um ato que fere a lei e contraria o próprio Supremo Tribunal Federal, uma vez que a demissão de Melo já havia sido tentada por Temer, mas foi negada por liminar do ministro Dias Toffoli, uma vez que Ricardo Melo, o atual presidente, tem mandato de quatro anos.
Para o seu lugar, Maia nomeou Laerte Rimoli, aliado de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), mas a canetada deverá ser analisada novamente pelo STF.
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Vamos ao STF ainda hoje", diz Marco Aurélio Carvalho, advogado de Ricardo Melo. "
Essa decisão mostra a forma autoritária como esse governo biônico pretende agir, inclusive afrontando o próprio STF."
Em nota, a assessoria de Melo afirma que "
a exoneração do jornalista Ricardo Melo da presidência da Empresa Brasil de Comunicação, publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (2), é um flagrante desrespeito à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF)".
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Melo tomará todas as medidas legais cabíveis, junto ao Supremo para manter mandato legítimo de presidente da EBC, já assegurado em decisão do ministro Dias Toffoli", prossegue o comunicado. Por:
Brasil 247
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