Texto publicado pela agência de notícias estatal Xinhua, diretamente subordinada ao governo chinês, afirma que "
o presidente interino, Michel Temer, se aproveitou para alterar a estratégia diplomática do país e deixar de priorizar as relações com os Brics"; a análise, assinada por editores no Brasil e em Pequim, traz a opinião de um especialista, de que "
Temer tentará fortalecer a relação com os Estados Unidos e Europa a fim de que eles reconheçam a legitimidade do governo interino, e, para tanto, será forçado a manter distância dos membros do Brics para evitar desagradar Washington"; o texto lembra ainda que, em um de seus primeiros discursos, o chanceler interino, José Serra, disse que a "
nova política externa" do Brasil visava América Latina, Estados Unidos e União Europeia; no caso dos Brics, disse apenas que "
o Brasil irá se esforçar para aproveitar as 'oportunidades' que o bloco oferece, mas sempre tendo o comércio e os investimentos mútuos".
Um texto publicado pela agência de notícias estatal chinesa Xinhua nesta terça-feira 14 mostra a preocupação do governo chinês com a mudança na política externa do Brasil após o presidente interino Michel Temer e o chanceler interino José Serra terem assumido seus cargos. A análise aponta um sinal de boicote do Brasil ao Brics – bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
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O presidente interino, Michel Temer, se aproveitou para alterar a estratégia diplomática do país e deixar de priorizar as relações com os Brics", diz trecho do artigo, assinado por editores da Xinhua no Rio de Janeiro e em Pequim. O destaque da nota da Xinhua foi feito no Blog do Vicente, do jornal Correio Braziliense.
O texto também lembra que, em um de seus primeiros discursos, José Serra disse que a "
nova política externa" do Brasil visava América Latina, Estados Unidos e União Europeia. No caso dos Brics, disse apenas que "
o Brasil irá se esforçar para aproveitar as 'oportunidades' que o bloco oferece, mas sempre tendo o comércio e os investimentos mútuos".
A análise traz ainda a opinião do especialista Zhou Zhiwei, diretor executivo do Centro de Estudos Brasileiros do Instituto de América Latina da Academia de Ciências Sociais da China. "
Temer tentará fortalecer a relação com os Estados Unidos e Europa a fim de que eles reconheçam a legitimidade do governo interino, e, para tanto, será forçado a manter distância dos membros do Brics para evitar desagradar Washington", diz ele.
Conforme afirma Paulo Silva Pinto, que assina a nota no Blog do Vicente, apesar de não ser oficial, o texto ao menos reflete a opinião de ao menos parte da elite que comanda a China. "
A Xinhua é uma agência diretamente subordinada ao governo. Com 170 escritórios espalhados pelo mundo, é presidida por um integrante do Comitê Central do Partido Comunista Chinês", lembra ele. Por:
Brasil247
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