Fonte: www.metro1.com.br
O anúncio do PT só sai no dia 30 de novembro, mas o Jornal da Metrópole antecipa que o chefe da Casa Civil estadual, Rui Costa, será mesmo o candidato da base governista à sucessão de Jaques Wagner em 2014. Amigo e homem de confiança do governador, Costa deixou para trás, na disputa interna da legenda, nomes como de Walter Pinheiro, José Sérgio Gabrielli e Luiz Caetano. Além da excelente relação com Wagner, pesou a favor de Rui Costa, o apoio da maioria dos prefeitos das cidades baianas e o desenrolar do problema do metrô Salvador-Lauro de Freitas, processo que comandou e terá as obras iniciadas ainda este mês.
A escolha de Rui como candidato do governador e do PT para a corrida ao Palácio de Ondina, não pegou ninguém de surpresa. O que anda deixando muita gente de cabelo em pé é a especulação (e vontade), do próprio Rui, de que Otto Alencar (PSD) poderia ser o vice. Neste cenário, Wagner não deixaria o governo, ficando responsável diretamente pela coordenação da campanha de Costa. Definida a cabeça de chapa, restaria a vaga ao Senado, disputada por PP e PDT.
"Só faltam 25 dias", celebra Rui Costa
m conversa com o Jornal da Metrópole, Rui Costa bem que tentou disfarçar, mas acabou adotando o discurso de candidato. "Está mais perto: o anúncio é dia 30, só faltam 25 dias. Estamos ansiosos, mas estou concentrado no trabalho. Tivemos duas vitórias recentes: o contrato do metrô e a inauguração da Via Expressa. Vou nestes dias trabalhar firme para que possamos licitar estas obras até o final de novembro", afirmou.
Rui disse ainda que seria uma honra ter Otto Alencar como seu vice. "Otto tornou-se meu amigo nesta trajetória de oito anos do governo Wagner. Tê-lo como vice me deixaria muito honrado, é um quadro muito importante. Mas, não é o governador nem o PT que escolhem este nome, é um conjunto de forças. Acredito que até janeiro teremos a chapa completa", disse.
Otto descarta ser vice
Quem sonha ver Otto Alencar novamente como candidato a vice, na chapa encabeçada por Rui Costa, pode desistir. Ele descarta enfaticamente esta hipótese. "Não existe a menor possibilidade, não serei vice outra vez, ainda mais de um candidato menor", afirmou Otto.
O vice-governador lembrou que já fez isso uma vez. "Cometi o erro de ser vice de alguém menor do que eu, César Borges, atendendo a um pedido de ACM. A chance de fazer isso novamente é nula", garantiu.
Pessoas ligadas a Otto afirmam que a chance de ele sair candidato a governador é grande, mas ele fala em Senado. "Na minha cabeça está clara, na minha e de meus amigos, que o caminho é a disputa pelo Senado. Não há possibilidade de continuar como vice-governador".
PP e PDT se engalfinham por vaga
Vendo a movimentação do PDT e de Marcelo Nilo, que insiste em se colocar como candidato a governador para pescar uma outra vaga, o deputado federal Mário Negromonte resolveu tirar o PP da zona de conforto. Ele afirmou que Wagner teria lhe prometido uma vaga para a sigla na chapa majoritária em 2014.
"O PP disputa espaço na chapa majoritária; o governador já nos confirmou. Sei que o PDT também pleiteia. O governador tem como critério a maior densidade eleitoral. Ele sabe que isso tem peso. Nesse critério, o PP está na chapa", disse.
Geddel espera oposição
Longe dos burburinhos governistas, engana-se quem pensa que a oposição vive num mar de rosas. Geddel Vieira Lima diz que só falta o anúncio para que seu nome seja concretizado na cabeça de chapa. Em entrevista à Metrópole na última segunda (4), Geddel disse que a chapa dos seus sonhos seria com alguém do PSDB como vice e Paulo Souto como candidato ao Senado. Ele afirma que o ex-governador lhe garantiu não querer disputar o governo.
"Tenho conversado com Paulo Souto e ele me garantiu que não vai ser candidato. O momento agora é de afunilar. Trato da minha candidatura com o prefeito ACM Neto, com os partidos que ajudaram na sua eleição em Salvador, e na eleição de José Ronaldo em Feira de Santana. Mas não é uma obsessão minha ser candidato", relatou.
Números recentes apontam Geddel como o mais bem posicionado nas pesquisas de intenção de votos. "Meu instituto traz Geddel com 17 ou 18%, o que ele já tinha, em primeiro lugar. Da nossa base, os melhores colocados são Lídice e Pinheiro, depois vem Marcelo Nilo, Rui Costa e o resto", explicou Marcelo Nilo em entrevista à Rádio Metrópole, recentemente.
Por lua de mel, DEM quer neutralidade
O presidente estadual do PMDB tem a seu favor uma dívida de gratidão do DEM e do prefeito ACM Neto com seu partido, que apoiou a candidatura de Neto no segundo turno das eleições de 2012. Por outro lado, o prefeito de Salvador, ACM Neto, vive um bom momento com o governador Jaques Wagner e a presidente Dilma Rousseff, e parece não querer abalar a boa relação apoiando incondicionalmente o candidato oposicionista. A estratégia que a legenda começa a desenhar é a seguinte: o DEM lançaria um candidato de menor expressão e que não incomode a base governista, como o secretário municipal de Transportes, José Carlos Aleluia, e assim preservaria a neutralidade do prefeito.
Apesar de dizer aos quatro cantos que não é candidato, Paulo Souto, não sai de cima do muro. Vive nas redes sociais criticando o governo, mas não vem a público anunciar sua desistência do pleito. Na pior das hipóteses, sai como candidato a deputado federal, rebaixando seu filho, Fábio Souto, a deputado estadual.
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