POLÍTICA / Manifestantes se mobilizam no Rio em defesa do governo Dilma
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| Rio de Janeiro - Manifestantes fazem ato em apoio ao governo da presidenta Dilma Rousseff e ao ex-presidente Lula, na Praça São Salvador, em Laranjeiras Fernando Frazão/Agência Brasil |
Presidenta da 1ª Zonal do PT no Rio de Janeiro (zona sul e centro), Claudia Lecocq argumentou que defender o governo Dilma é defender a democracia. "Vamos para as ruas defender a Dilma, eleita democraticamente. Vamos defender nosso ex-presidente Lula que vem em 2018", disse Claudia, que disse que é uma tradição entre os militantes do PT se reunir na praça em todo dia 13, que é o número do partido nas eleições.
Integrante do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação Orlando Guilhon convocou os manifestantes a participarem dos atos marcados e disse que os protestos serão "em defesa da cidadania e do estado democrático". "Defendemos o respeito às eleições e ao estado democrático de direito. Se o governo não está sendo do jeito que se quer, vamos lutar para mudá-lo. Mas não se pode chegar ao ponto de a direita, apoiada pela mídia, interromper o processo democrático”.
A advogada Georgia Belo, de 49 anos, foi ao ato por considerar que o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff não tem fundamento. "Estamos vendo uma movimentação da direita tentando tirá-la de maneira arbitrária. Isso não existe".
Georgia disse ser a favor do combate à corrupção, mas disse que há seletividade nas denúncias divulgadas. "Não adianta ser seletivo. Não pode escolher um ou outro para dar Ibope para a mídia. O que está acontecendo hoje, a meu ver, é um golpismo".
A enfermeira aposentada Maria de Fátima da Silva, de 62 anos, também vê como um golpe as tentativas de interromper o mandato da presidenta Dilma. Ela conta ter vivido o período da ditadura militar e que por isso está na rua. "Eu vivi a época da ditadura. Em 1964, eu tinha 9 anos de idade, e vi as pessoas mais velhas sumirem, e ninguém podia explicar por que".
Ela disse que por mais que haja divergências em relação ao governo, a população precisa ter em mente quais são as pautas que considera prioritárias. "O que importa é um projeto de inclusão das mulheres, dos negros, dos jovens nas universidades. Não aceito golpe. Por isso, estou nessa luta". Por: Vinícius Lisboa - Repórter da Agência Brasil






























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