BAHIA / Frutas produzidas na zona rural de Feira precisam ser melhor aproveitadas, afirma agrônoma


Fonte: www.acordacidade.com.br

Segundo ela, as frutas que normalmente são vendidas in natura deveria ter outro destino com valor agregado

Frutas produzidas na zona rural de Feira de Santana, como caju, goiaba, acerola, mamão, manga, graviola entre outras, deveriam ser melhor aproveitadas para comercialização. A observação é da engenheira agrônoma e mestranda em extensão rural pela Universidade Federal Rural de Pernambuco, Isabel de Jesus Santos. Segundo ela, as frutas que normalmente são vendidas in natura deveria ter outro destino com valor agregado, o que daria maior lucratividade aos produtores rurais.

Nascida na comunidade de Lagoa Grande no distrito de Maria Quitéria, Isabel Santos, conhece como ninguém o sofrimento da sua comunidade para produzir os produtos e depois para comercializá-los. Ela lamenta que por falta de conhecimento os trabalhadores acabam perdendo parte do que produz e quando vendem as frutas é por valores irrisórios sem agregar valores.


Com experiência de sobra por ser engenheira agrônoma e ter trabalhado em comunidades quilombolas e agrícolas de outros municípios da Bahia, Isabel Santos, observa que o trabalhador rural feirense não consegue nem aproveitar o cultivo de uma única fruta como o caju, que tem safra garantida este ano.

"Não aproveitamos nem a castanha, nem o caju como deveria. Porque não temos o hábito de fazer o processamento dessa fruta e acabamos vendendo in natura e dessa forma não agregamos valor", explica Isabel. Ela informou que através do caju pode-se  fazer a poupa e com a fibra, doces e outros alimentos.

Ela informou que o trabalho de uma cooperativa da zona rural de Ribeira do Pombal é um bom exemplo de agregação de valor dos produtos. "O pessoal lá faz o beneficiamento da castanha e com isso gera renda e emprego. Além disso, pode-se dar uma boa perspectiva de produção", afirma Isabel.

A agrônoma disse também que existem investimentos que podem chegar até as entidades através de projetos para beneficiamentos de frutas. Segundo ela, são várias políticas públicas e citou o exemplo da comunidade de Matinha que está agregando valor aos seus produtos através de uma associação. "Hoje tem muitos recursos e o que falta as vezes é organização das pessoas. Aqui na minha comunidade de Lagoa Grande, a entidade é organizada mas não temos a cultura de processarmos os produtos", disse Isabel.


Um outro exemplo de valor agregado do caju, observa-se no estado do Piauí. A cajuína, um suco muito saboroso e natural feito dessa fruta sem adição de água, é vendida como se fosse um refrigerante. Ela informou que se usa alta tecnologia para o processamento do caju e como existe naquele estado uma tradição do cultivo da fruta, já estão fazendo estudos da resina do cajueiro porque sai um látex e já se pensa em usar essa resina como antifúngica.

Isabel Santos salientou ainda que outras frutas típicas da zona rural de Feira de Santana como manga e acerola podem ser melhor aproveitadas gerando emprego e renda. A agrônoma que nasceu e cresceu na comunidade disse também que tem muito a contribuir, mas lamentou que desde que decidiu ir estudar agronomia que recebeu críticas das pessoas que afirmavam que não entendiam como ela foi para a universidade estudar " coisas da roça".

A engenheira que é descendente de quilombolas afirmou que se orgulha muito da profissão que escolheu e espera um dia ser melhor reconhecida pela sua comunidade. No sábado (23), ela foi uma das palestrantes do Novembro Negro, evento promovido pela Acomaq (Associação Comunitária de Maria Quitéria). O tema da palestra foi: Quilombola, quem somos?
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